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sábado, 22 de agosto de 2015

UM DIA EM AVEIRO

No dia 20 de Agosto, quinta-feira, fui passar o dia, em passeio, pelos canais da ria e também pela cidade.

Foi um dia muito agradável com viagens divertidas e em boa companhia num dia de sol magnífico e calor, muito calor !







O nosso passeio foi feito num barco "mercantel". 

O que é um barco mercantel ? Eis aqui a explicação:

O barco mercantel é uma embarcaçăo de carga ainda utilizada na Ria de Aveiro. Transporta areia, lama para as marinhas, junco e sal, recebendo, neste caso, a designaçăo de barco saleiro. Tem algumas semelhanças com o moliceiro, apresentando no entanto algumas diferenças essenciais.
Enquanto novo, é embreado a pez louro; posteriormente, pode ser pintado a azul ou a amarelo ou embreado a pez negro.
O mercantel distingue-se do barco moliceiro principalmente pelo maior tamanho, rondando os 18 m de comprimento e pela forma da proa, em curva năo forçada e rematando em bico, de maneira mais natural, năo tendo por isso a leveza das linhas do moliceiros. O mercantel tem um costado muito mais alto e conta com um duplo fundo.
Quanto ŕ decoraçăo, muito simples, acompanha a dos miranços, é uma embarcaçăo de pinturas mais sóbrias apenas ostentando signos insignificantes ŕ proa e ŕ ré
Como o nome indica, trata-se basicamente de um barco de transporte (carga e passageiros), com uma capacidade de carga a rondar as 12 toneladas, no escalăo maior, o saleiro (19,40 m de comprimento), carrega o sal; no menor, a bateira mercantel (14,40 m de comprimento) também se usa na pesca e, ao contrário do que sucede com os outros, além da vara e da vela, move-se a remos (dois).


Muita gente, quando passeia pela ria nestes passeios turísticos, se não lhes for explicado, não sabem distinguir os "mercantel" dos "moliceiros", por exemplo.



O que é um barco moliceiro? Eis aqui a explicação:

O moliceiro é o tipo de barco que se mantém mais puro nas suas características e actividades a que se destina: a apanha do moliço ou alternativamente do junco.
Com cerca de 15 metros de comprimento e medindo de boca 2,5 metros, distingue-se pelos seus costados muito baixos e pelas suas duas bicas, a proa e a popa, altas e recurvas; o seu fundo é chato e o calado baixo, permitindo navegar com pouca altura de água; é tradicionalmente construído em pinho e resiste a 12 anos de serviço.
É bem singular a disposição interior deste pequeno barco. O castelo da proa, inteiramente coberto e fechado com porta e chave, serve de câmara de tripulantes e de paiol de mantimentos. A cobrir as duas primeiras cavernas de água, há um estrato, ao mesmo nível do piso da câmara, que tem a função de lareira e onde os tripulantes preparam e comem as refeições. O castelo da ré é preenchido por um espaço em que se acondiciona o barril de água, as forcadas e as tamancas, e é coberto por uma tampa móvel, que serve de assento ao arrais.
O leme, de grandes proporções, ostenta, dos dois lados, a divisa colorida do construtor. Nas extremidades do costado, r proa e r ré, por ambos os bordos, encontram-se os painéis decorativos.
Os meios de propulsão do barco moliceiro são: a vela, a vara e a sirga. No primeiro caso, o mais vulgar, a vela é de formato trapezoidal, usualmente de lona, em média com 24 metros quadrados, içada num mastro com uma altura mais ou menos de 8 metros, assim alto para colher o vento, em todas as circunstâncias, que por vezes sopra, apenas, por cima de vegetações ribeirinhas. 
Eventualmente, usa-se, r proa, um outro pano mais pequeno, adaptado a um mastaréu.

Ao moliceiro, pelo elegante exotismo da sua proa espatulada e sobreerguida e da sua alegre decoração, chamam-lhe o ex-libris da Ria. Mas só os da Murtosa, os maiores (15 metros de comprimento) ostentam as pinturas mais garridas, incluíndo a glosa de termos brejeiros nos seus painéis de proa e popa; os de Mira, chamados Miranços (13,30 metros de comprimento) são mais sóbrios nos enquadramentos e apresentação dos painéis, por vezes tendo só motivos figurativos r proa; os de Salreu (9,30 metros de comprimento) por quedarem negros, tornam mais flagrante a semelhança que a todos une ao modelo de Ur, exposto no Museu Britânico.
O moliceiro substitui no elemento líquido o carro de bois na faina do moliço, carregando o moliço com os ancinhos armados, um a cada borda, tripulado por dois homens, que nele cozinham, comem e pernoitam, sob a protecção do coberto r proa.

Os barcos moliceiros parecem ter sido concebidos de propósito para navegarem silenciosamente nesta paisagem plana, de tal forma o seu bordo é baixo e mal se destaca do nível das águas. Até os gestos dos homens que os conduzem, firmando uma vara no ombro e empurrando-a contra o fundo baixo da ria, num movimento certo, ritmado, se coaduna com a serenidade dos horizontes extensos. E mesmo as cores vivas com que foram pintados, em rendilhados ingénuos e garridos, as suas popas e proas estão de acordo com a necessidade de contrastar com a uniformidade a perder de vista dos azuis e dos verdes.

Eu fotografei alguns desses dizeres brejeiros, acima referidos ...





E pronto, vou deixar para depois verem, pelas fotos, este dia bem passado e todos esses pormenores.

Aqui ficam algumas fotos engraçadas a caminho do almoço !





O almoço, depois dos passeios, foi no Fórum e as brincadeiras no jardim das oliveiras também ...





Para verem todas as fotos clicar AQUI

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

PASSEIOS EM AGOSTO, COM AMIGOS

Embora o mês de Agosto não seja muito propício a andar em passeios de autocaravana resolvemos, um grupo de amigos, passar uns dias no litoral e não só.

Visitámos a recente inaugurada Área de Serviço de Beduído (Estarreja) e seguimos depois para Estarreja.





Os três cavalheiros ...


... e as quatro damas !

Ficámos depois em Estarreja ...





Durante a nossa estadia tivémos oportunidade de participar na "Noite Branca" de Estarreja que foi uma noite com passagem de modelos e espectáculos muito giros.
Poderão ver tudo isso nas fotos, no final desta mensagem.

O destino era a Costa de Lavos e para lá fomos, todos em filinha ...





Passámos ali uns dias bons de praia e fizémos uma boa patuscada também ...









Tive a agradável visita de alguns amigos/as Moçambicanos que moram por ali e foram ter comigo o que me foi muito grato.
Nas várias fotografias que fiz poderão ver esses momentos.

Depois da Costa de Lavos estive também no Parque de Campismo Foz do Mondego no Cabedelo onde já não ía há imenso tempo.






Como tinha planeado continuar os meus passeios, mesmo sem os outros companheiros que, entretanto tiveram de regressar ao Norte, segui com destino à Golegã mas com uma paragem antes, para almoço.

Fui almoçar a Riachos onde tive a agradável ocasião de conhecer pessoalmente uma amiga autocaravanista que já era, há tempo, amiga no facebook e que eu sabia que morava ali. 

Aqui estou eu com a Sara Conde e Ricardo ...



Ainda em Riachos ...




Segui depois para a Golegã onde passei uns belos dias no seu Parque de Campismo.








Tenho bonitas fotografias feitas aqui na Golegã, em passeios que dei e que podem ver no álbum que coloco.

Antes de vir embora tinha planeado ver e conversar com o Ricardo Chibanga, que sabia morar ali, e que gostava de rever. O Chibanga foi o primeiro toureiro moçambicano, tinha um estilo muito próprio e muitas vezes o vimos em Lourenço Marques a ser aplaudido até à exaustão. 
Está agora com 73 anos e encontrei-o com óptimo aspecto.




Foi muito agradável rever um "chamuar" como o Ricardo e poder recordar algumas passagens da sua vida em Lourenço Marques, Moçambique.

Daqui rumei a Fátima e depois a Leiria onde tinha uma festa de família no dia 13 de Agosto. 
De seguida, dia 14, foi rumar a Braga pois as saudades dos netos, da casa e da cidade já apertavam...

O álbum completo de fotos destes dias pode ser visto clicando AQUI

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

UNS DIAS NA RÉGUA E DEPOIS NAS TAIPAS DE NOVO

Depois do Encontro das Caldas das Taipas fui com os amigos Lurdes e Toninho Cameirão até à Régua onde passámos uns dias.
Aqui vamos nós... o Toninho à frente !



A viagem decorreu muito bem embora estivesse um dia bem quente.

Aqui estamos nós a chegar à AS da Régua com estas magníficas paisagens ... 





Depois de instalados fomos dar uns passeios e, ao final da tarde fizémos algumas fotos, lindas, pois como todos sabemos aquele lugar é lindo !









Os dias foram passados calmamente, a temperatura super elevada... chegámos a ter 40 graus mas tudo se resolveu com o belo ar condicionado do Restaurante e Bar e com umas banhocas bem frescas no rio Douro.












As minhas patudinhas, coitaditas, é que sofreram mais com aquele calor imenso !


Todas as fotos dos dias na Régua AQUI


No regresso da Régua, no caminho para Braga, resolvi passar pelo Parque de Campismo das Taipas onde fiquei dois ou três dias a descansar curtindo aquele sossego, a frescura do parque e das belas piscinas.








Foi agradável passar ali aqueles dias. O Parque, apesar de ser antigo, é agradável e está-se bem.
Pode-se desfrutar das belas piscinas logo frente ao Parque e com o calor que se fazia sentir soube muito bem.






Todas as fotos destes dias estão AQUI